Eu já não sei quase nada de trigonometria.
Sei os básicos, mas tudo o resto que aprendi no secundário, já esqueci.
Ontem, numa aula de Física, em que se estava a calcular os melhores ângulos de inserção dos feixes de luz num cabo de fibra óptica, de maneira que não se perca informação pelo caminho, era necessário alguns conceitos de trigonometria e eu não sabia patavina.
Mas porque raio é que eu vou precisar de calcular os ângulos para a fibra óptica? Se algum dia eu instalar em minha casa, quem terá que saber serão os técnicos.. e de certeza que eles nunca tiveram Física na vida!
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Rua
Hoje sempre não vou à aula, não por causa da crise, mas sim porque o professor foi despedido!
Ele mandou um email a todos os seus alunos a avisar que não vai haver aula hoje porque segundo o ISEP, ele não tem as competências necessárias para leccionar a cadeira.
O professor não era má pessoa, mas concordo com o ISEP.
Ele mandou um email a todos os seus alunos a avisar que não vai haver aula hoje porque segundo o ISEP, ele não tem as competências necessárias para leccionar a cadeira.
O professor não era má pessoa, mas concordo com o ISEP.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Mestrado
Não ando nada entusiasmado com o meu mestrado, muito pelo contrario. Até agora não me tem servido de grande coisa.
Mas acho que o principal problema é porque também trabalho, o que faz que basicamente eu não tenha vida.
Espero que para o próximo semestre as coisas mudem um pouco.
Mas acho que o principal problema é porque também trabalho, o que faz que basicamente eu não tenha vida.
Espero que para o próximo semestre as coisas mudem um pouco.
domingo, 30 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Surdez
Eu faltei às duas primeiras semanas de aulas
deste semestre, com isso perdi a escolha de grupos de uma cadeira. Então na
primeira aula prática que assisti dessa cadeira, a professora criou um grupo de
trabalho com os alunos no mesmo caso que eu, ou seja, mais 2.
Um dos rapazes eu já conhecia o outro não. Quando a professora ia começar a falar connosco sobre o trabalho, o rapaz que não conhecia faz sinais a professora dizendo que é surdo. Nenhum de nós estava a espera, a professora ainda ficou uns bons segundos parada a interiorizar aquilo. Lá perguntou se ele a percebia, ele disse que sim. Então, explicou o trabalho com calma.
Quando acabou de explicar, deixou-nos sozinhos para discutirmos o trabalho. Foi aqui a primeira vez que falei com alguém com um handicap a nível de comunicação, isso deixou-me entusiasmado e nervoso. Lendo os lábios, ele consegue perceber quase tudo o que lhe é dito, em caso de duvida, escrevia-se. Já eu, não sei nada de língua gestual e a minha habilidade a ler lábios não é muita mas conseguia, com maior ou menor dificuldade, perceber o que me dizia.
Ele disse-me que era novo na faculdade, veio para fazer o mestrado de multimédia e esta cadeira era a opção dele, ou seja, programação para ele deve ser quase zero. Disse-me que sozinho nunca iria conseguir fazer o trabalho, disse-lhe logo que não havia problema, ele está ali para aprender e nos para ajudar no que pudermos.
Tem assistido às aulas teóricas mas segundo ele, não consegue captar tudo o que o professora diz. A meu ver, isto é uma grande falha do ISEP, os professores dele deviam estar devidamente informados e preparados para dar-lhe o apoio que ele precisar, da mesma maneira que quando numa aula tem 1 ou 2 alunos de Erasmus a aula é dada em inglês, neste caso a aula podia ser dada de uma maneira um pouco mais lenta e, caso seja preciso, no fim falar com o aluno.
Expliquei-lhe melhor o trabalho pois ele disse-me que não percebeu muito bem, falei-lhe do modo de avaliação da disciplina e também discutimos um pouco os temas possíveis.
No meio disto tudo, ele agradeceu-me umas dez vezes, disse-lhe sempre que não havia motivo para agradecer.
No fim da aula, quando ia a sair da sala, a professora agradeceu-me por tê-lo ajudado e disse-me que não estava mesmo a contar, caso soubesse, teria logo ido falar com ele.
Um dos rapazes eu já conhecia o outro não. Quando a professora ia começar a falar connosco sobre o trabalho, o rapaz que não conhecia faz sinais a professora dizendo que é surdo. Nenhum de nós estava a espera, a professora ainda ficou uns bons segundos parada a interiorizar aquilo. Lá perguntou se ele a percebia, ele disse que sim. Então, explicou o trabalho com calma.
Quando acabou de explicar, deixou-nos sozinhos para discutirmos o trabalho. Foi aqui a primeira vez que falei com alguém com um handicap a nível de comunicação, isso deixou-me entusiasmado e nervoso. Lendo os lábios, ele consegue perceber quase tudo o que lhe é dito, em caso de duvida, escrevia-se. Já eu, não sei nada de língua gestual e a minha habilidade a ler lábios não é muita mas conseguia, com maior ou menor dificuldade, perceber o que me dizia.
Ele disse-me que era novo na faculdade, veio para fazer o mestrado de multimédia e esta cadeira era a opção dele, ou seja, programação para ele deve ser quase zero. Disse-me que sozinho nunca iria conseguir fazer o trabalho, disse-lhe logo que não havia problema, ele está ali para aprender e nos para ajudar no que pudermos.
Tem assistido às aulas teóricas mas segundo ele, não consegue captar tudo o que o professora diz. A meu ver, isto é uma grande falha do ISEP, os professores dele deviam estar devidamente informados e preparados para dar-lhe o apoio que ele precisar, da mesma maneira que quando numa aula tem 1 ou 2 alunos de Erasmus a aula é dada em inglês, neste caso a aula podia ser dada de uma maneira um pouco mais lenta e, caso seja preciso, no fim falar com o aluno.
Expliquei-lhe melhor o trabalho pois ele disse-me que não percebeu muito bem, falei-lhe do modo de avaliação da disciplina e também discutimos um pouco os temas possíveis.
No meio disto tudo, ele agradeceu-me umas dez vezes, disse-lhe sempre que não havia motivo para agradecer.
No fim da aula, quando ia a sair da sala, a professora agradeceu-me por tê-lo ajudado e disse-me que não estava mesmo a contar, caso soubesse, teria logo ido falar com ele.
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