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domingo, 18 de agosto de 2013

Paredes de Coura'13 - Pós festival

O festival este ano não foi tão bom em termos de cartaz que o ano passado. Bandas como Crystal Fighters, tUnE-yArDs, TEED, Kasabian, The Whitest Boy Alive, Ornatos Violeta, Chromatics são melhores do que qualquer uma que passou por Paredes este ano, mesmo assim o festival foi muito bom mais uma vez pelo ambiente envolvente. 

Eu nem vi muitos concertos, passei principalmente o meu tempo com amigos a conviver ao som de música. Acho que no fundo este é o principal objectivo do festival e é isso que o faz ser diferente e melhor do que qualquer outro.


Quanto aos concertos:

13 de Agosto:
Vi um pouco de The Filthy Pigs e não gostei, ao longe ouvi Moullinex e pareceu-me porreiro.

14 de Agosto:
Unknown Mortal Orquestra foi muito bom, melhor do que estava à espera pois mostraram bons solos e um bom indie rock.
Alabama Shakes foi um dos melhores concertos do festival, a Brittany Howard tem muita presença em palco, canta muito bem e a banda consegue facilmente cativar o público. 
Bombino não faz minimamente o meu estilo, não consegui prestar mínima atenção.
Headbird esteve bastante bem.

15 de Agosto:
Este era sem dúvida o melhor dia, comecei com Everything Everything, gostei do concerto, estão melhores de quando os vi em 2011 mas devido à hora da actuação, não havia muito público para puxar por eles.
Jagwar NA, não os conhecia mas mostraram qualidade apesar de não fazerem muito a minha onda.
Vi um pouco de Veronica Falls e não foi mau mas nada de especial. 
The Vaccines foi para mim o melhor concerto do festival, muita energia e entrega. E o publico estava demais, pequenas moches e muito crowd surfing!
Curti muito Hot Chip, mostraram-se melhor em palco do que eu esperava, muito dançável.
The Knife... mas que desilusão! Estava à espera de tanto deles até porque gosto muito das músicas e sai-me um concerto que mais parece um circo. Primeiro começaram com 20 minutos de aeróbica, no inicio foi muito engraçado mas passado 10 minutos já estava toda a gente farta. Depois vêm-me 7 pessoas para o palco, arrastar os instrumentos para o lado, metem o CD a tocar e passam o concerto todo só a dançar, dançar e dançar. Cantar? Zero! Fazer música?! Zero! Só playback. Se eu pagasse só para ver isto ia chorar todos cada cêntimo. A meio fui embora do concerto.
John Talabot foi muito forte, a questão é que as músicas começam a cansar, ao contrário de muitos outros concertos que vi, este não tenciono repetir num futuro próximo pois já vi duas vezes.

16 de Agosto:
Comecei com Noiserv, é algo que não gostaria de ouvir em casa, calmo demais mas é giro de se ouvir ao vivo. Gostei das conversas que tinha com o público.
Citizens! foi muito bom! Fiquei fã da banda.
Depois fui ver Peace, foram dos melhores concertos que vi no festival, tiveram bons solos e uma boa ligação com o público.
Simian Mobile Disco foi fixe mas nada de outro mundo e Delorean foi estranho, tanto tinham músicas que eu curtia muito como outras que nhek, não quero. Não é algo que eu ouça em casa.

17 de Agosto:
Quando entrei no recinto estava a dar Calexico e agradeci ter chegado tarde pois não gosto, não é o meu tipo de música. 
Ouvi Belle and Sebastian enquanto estava numa mesa com amigos a jogar jogos de palavras, acho que a banda é boa para isso mesmo, ouvir de longe, é calma demais para mim.
Justice foi muito potente em algumas partes, um pouco aborrecido noutras, isto porque tanto passavam músicas deles e remixes muito bons (vêm-me logo à cabeça a The Bay dos Metronomy) como passavam músicas antigas que nada têm a ver com música electrónica que eu não conhecia. Mas no geral dou nota bastante positiva.
Para acabar com o festival fiquei-me com XXXY e posso dizer que foi muito bom! 

Nota+: The Vaccines, Peace e Citizens!.
Nota-: The Knife.


Quanto ao festival, continua a ser o melhor de Portugal! Não se resume só a concertos, é muito mais do que isso.

sábado, 18 de agosto de 2012

Paredes de Coura


Era para ter ido no ano passado mas acabei por não ir, mas não podia deixar passar desde ano. Não fui seleccionado para o voluntário então só decidi mesmo ir à última hora, comprei o bilhete no domingo e nesse mesmo dia lá fui eu.

Tirando a chuva, foi muito porreiro. Nota-se uma clara diferença de ambiente entre este festival e outros. Enquanto em outros festivais as pessoas vão porque gostam das bandas, ao Paredes as pessoas vão porque simplesmente se querem divertir, conviver e passar um bom tempo com boa música independentemente do cartaz. Eu só era fã de duas bandas de todas as que ouvi.

Na segunda feira à noite começou a chover, chuva que só parou na quarta de manhã. Como devem imaginar, os acampamentos ficaram todos alagados, muitas tendas destruídas ou inundadas.
A magnífica vista da minha tenda na quarta-feira, com a ponte improvisada por nós. Mas mesmo com a ponte, era impossível chegar à tenda sem molhar os pés. Então o melhor durante o dia era mesmo andar de havaianas.

Quanto à música, gostei de quase tudo o que ouvi.
No primeiro dia, por causa da chuva, só vi Salto. Uma banda portuguesa que não conhecia mas gostei muito, começaram com um bom rock e acabaram como música electrónica.

No dia seguinte comecei em tUnE-yArDs e epá, brutal! Uma banda super boa onda, daquelas mesmo fáceis de surfar! Deu um grande espectáculo. A banda é uma mistura de géneros, Lo-fi, R&B, Wonky pop, Afro-beat. Foi curtir do inicio ao fim. Talvez a melhor surpresa para mim.
Ouvi um pouco da banda seguinte porque mais uma vez, a chuva não facilitou! Mas desta vez já estava de impermeável, então fiquei por lá e voltei para o palco na antes de começar Friends. Gostei especialmente da vocalista, sempre a conversar com o publico, até fez crowd surfing. A banda é um dance-rock, indie pop. A vocalista trazia uma tshirt a dizer "Pussy Riot" em apoio a banda presa na Russia.
Depois veio a banda da noite PAUS. Fiquei orgulhoso de ver tanta gente, naquelas condições, até tão tarde para ver uma banda portuguesa, mas tal como disse o Quim Albergaria "Não é qualquer chuvinha de merda que pára Paredes de Coura". Não conhecia nada de PAUS mas eu sei que tinha obrigação de conhecer. Em partes, fazia-me lembrar Tool, noutras era bem electrónica. As duas baterias davam um grande poder. Fiquei fã. Acho que a música portuguesa está numa grande fase.

No terceiro dia, já havia espectáculos no palco principal. É um anfiteatro natural! Mais pequeno mas melhor que o da Bela Vista.
Comecei com The Temper Trap, deram um bom concerto mas o momento alto foi sem dúvida nas duas últimas músicas, primeiro com um bom instrumental e depois com a Sweet Disposition, deixaram todo o publico a cantar.
Pouco depois entraram as Sleigh Bells. Gostei mas acho que podem ser melhores, um baterista faria uma grande diferença no lugar das batidas em loop, tal como um baixista também fosse dar outro toque em vez das duas guitarras em distorção.
dEUS entrou a seguir, são sem dúvida uma boa banda mas não têm uma onda em que eu consiga surfar com facilidade.
Para fechar o palco principal, entraram os Digitalism. Foram bons para começar a noite em termos electrónicos mas nada de outro mundo, um pouco soft demais para mim.
Mas para continuar o ritmo, fui para o palco secundário onde estava a dar Totally Enormous Extinct Dinosaurs, melhorou um bocado a noite e preparou o pessoal para o grande dj do festival, Kavinsky. Dava mesmo jeito ter um dj assim à porta de casa quando tiver mais em baixo ou desanimado. Saí do palco às cinco da manhã ao som da Nightcall super feliz e animado.

O quarto e último dia para mim começou com Of Montreal, epá, salvem-me disto. A música não era grande coisa e este vocalista conseguia ser ainda pior que o dos Slimmy!
Para melhorar a noite, e de que maneira, apareceram os The Whitest Boy Alive, começaram muito soft, calminhos e com um óptimo espírito e acabaram mais electrónicos com um cover à Show Me Love. Pelo meio o vocalista improvisou uma música em que a letra era "Saudade, what does it mean? This word that only the Portuguese can understand". Outra banda para ouvir e bem.
Se eu pudesse, marcava já casamento com a Anna Calvi, uma mulher bonita, que toca muito bem guitarra elétrica, e até canta bem. Deu um bom espectáculo músical.
Os Kasabian desiludiram-me, estava à espera de melhor ao vivo. Gosto muito da banda mas se comparar com outros concertos que vi de bandas do género como Kaiser Chiefs, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand e Biffy Clyro, este foi sem dúvida o pior. Mesmo assim, foi deu bem para curtir e cantar algumas das músicas aos berros.
Antes de começarem a tocar a última música, desmarquei-me do meio do publico para trás de todo para quando acabasse ir logo para o palco secundário para ver a banda que mais queria ver, os Crystal Fighters. E assim o fiz, mas quando cheguei lá, aquilo já estava cheio de gente por isso não consegui ir para a frente como queria. Mas o concerto não me desiludiu em nada! Foi um dos melhores que alguma vez vi, foi de levantar o espírito até ao máximo, saltar do inicio ao fim, curtir mesmo à grande! Foi o concerto em que vi o maior número de fãs no festival, ou pelo menos, foram os que se fizeram mostrar mais pois estava toda a gente a cantar e a saltar como se não houvesse amanhã. Então no encore, epá, o encore.. foi brutal brutal brutal. Estava um ambiente incrível, mal posso esperar por ver esta banda outra vez. Que voltem cá rapidamente.

Tirando o primeiro concerto do quarto dia, vi todos os concertos do lado esquerdo da plateia, é uma norma minha, cerca de 90% dos concertos que vi até hoje, foram sempre do lado esquerdo.
Tenho pena de não ter ficado no último dia, mas por questões de fora maior, não pude. Mas estes quatro dias valeram bem o dinheiro que gastei. Nada melhor que passar uns dias de férias num bom festival, para o ano, menos que não possa, lá estarei outra vez.

PS: Alguns dos vídeos não são do Paredes pois ainda não existem no youtube, talvez mais tarde edite isto com vídeos que possam aparecer por lá.