quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Concertos #11

Pela primeira vez fui ao Coliseu de Lisboa, é sem dúvida uma casa de espectáculos bonita mas, não sei se por estar mais habituado ou por realmente achar mais bonita, gosto mais do Coliseu do Porto apesar de mais pequeno.

Em dia de 30 Seconds to Mars em Lisboa (banda que para mim perdeu todo o interesse devido à mudança de atitude, deixaram de ser uma banda de música e passaram a ser uma banda de popstars) o real espectáculo musical encontrava-se uns quilómetros ao lado.

Os Foals têm sido muito elogiados por causa das suas actuações ao vivo e tendo em conta que são uma banda que aprecio bastante, não podia faltar. Para minha surpresa, os Everything Everything foram convidados para dar o concerto de abertura e, tendo em conta que ainda gosto mais deles do que de Foals, não podia ter ficado mais satisfeito apesar de já os ter visto este ano.


A casa não estava muito cheia para os Everything Everything mas mesmo assim, eles não desiludiram. As músicas são animadas, a banda consegue puxar pelo publico, mesmo quem não conhecia acabou por curtir. Foi a terceira vez deles em Portugal este ano, estão a gostar de andar por cá pelos vistos. O momento deles foi como era de prever com a música Cough Cough

Quanto aos Foals, eu não sabia o que esperar deles, apesar de já os ouvir há mais de dois anos, não tinha mesmo noção de como eles actuam ao vivo. Posso dizer que fiquei muito satisfeito com o que vi. 
Todas as músicas ficaram muito boas ao vivo, em todas elas a banda prolongava o solo, introduziram improvisos, puxavam pelo público. 

Eles têm uma das minhas músicas favoritas de sempre, a Spanish Sahara que, ao vivo, ficou ainda melhor. Ver toda a gente a berrar "i'm the fury in your head, i'm the fury in your bed, i'm the ghost in the back of your head". Em todas as músicas notou-se o conhecimento do público mas em músicas como My Number, Inhaler, Late Night, Total Life Forever, etc. 

Mas para mim a música que mais gostei de ouvir ao vivo, a que criou um melhor ambiente e despertou mais energia no público foi mesmo a Two Steps, Twice. Não sei se por ser a última, não sei se foi mesmo por causa dos solos e a batida mexida, o que é certo é que aqueles cinco/seis minutos foram do melhor.

Posso dizer que fiquei bastante surpreendido com o concerto pois não estava à espera de algo tão bom apesar de ser fã da banda. Foi um dos melhores concertos que vi este ano.

1 comentário:

Rita disse...

Deve ter sido brutal!!!