sexta-feira, 5 de junho de 2015

Alguém quer lutar pelos direitos deste blog?

Andamos numa fase um pouco estranha, todos querem defender os direitos de alguma coisa. Agora apareceram os direitos dos caracóis, eu pensei em entrar nesta mas com placas diferentes, podiam ser algo tipo:

PAREM DE COZINHAR OS CARACÓIS
SÃO NOJENTOS

Eu acho muito giro estas defesas todas mas começam a ser exageradas. Nota-se bastante no cinema em que se critica filmes como o Mad Max por ser demasiado feminista (feminista feminista para mim foi o Maleficent, o filme todo a dizer mal dos homens... mas continuando) tal como se algo for um pouco pró homem vem tudo dizer que são machistas. Parece que nunca se pode passar um pouco para qualquer um dos lados, tudo tem que ser perfeitamente repartido.

Para além de toda a propaganda LGBT que se vê em muitas séries e em muitos filmes, ok eu percebo que nós LGBT temos os mesmos direitos que tudo o resto mas não é preciso por clichés e cenas forçadas em tudo só para mostrar que também são amiguinhos dos gays, ou como se costuma chamar, fan service.

Tudo o que é demais cansa e há que ser razoáveis por favor. Eu não sou feminista nem machista, não sou activista LGBT nem ando por aí a lutar pelos direitos das moscas que matamos todos os dias.

13 comentários:

Pedro Pádua disse...

Vi ontem no facebook uma tentativa de se manifestarem conta o afogamento em quitoso dos piolhos. Vou adorar ver estas pessoas longe.
Também não sou activista de coisa alguma e confesso que me irrita um pouco o fanatismo pela defesa, muitas vezes, de nada!

faa m. disse...

what? mais uma defesa? xD

Patrícia disse...

Subscrevo três mil vezes xD

I love being fag disse...

Também se tem verificado uma onda de solidariedade pelo gato que levou com o pau da dona Chica!

faa m. disse...

-Patrícia
ahah :D

-I love being fag
ahahah essa seria demais, aí também entrava.. coitado do gatinho.. ao menos não morreu!

Horatius disse...

tu não lutas pelos direitos das moscas?
TU NÃO LUTAS PELOS DIREITOS DAS MOSCAS???

Eu também não. Seja pela mosca, seja pelas coisas que têm um significado igual ao de uma mosca...

faa m. disse...

Estou a falhar não estou Horatius? :(
Devia ser mais pró-activo nas defesas das moscas.

Eolo disse...

Ou seja, não sendo feminista não acreditas em igualdade de direitos e que discriminação por orientação sexual ou género não deve ser abolido. Pergunto-me
se sabes o que é feminismo.

faa m. disse...

Eu pergunto-me se leste o post.

Eolo disse...

Li, terminas com isto:

"Tudo o que é demais cansa e há que ser razoáveis por favor. Eu não sou feminista nem machista, não sou activista LGBT nem ando por aí a lutar pelos direitos das moscas que matamos todos os dias."

Para um vegano ou um ovo-lacto vegetariano comer caracóis é uma crueldade atroz, estás a cozer um animal vivo que sente dor. És vegetariano se optas não comer animais, como eu por exemplo que não vejo bifes nem coelho para assar no talho, vejo carne morta e cadáveres. Acho a forma como cozinham lagosta cruel, se as cortam ao meio vivas para cozinhar quase que me vomito tudo.

Contudo, e como respeito a liberdade dos que não são vegetarianos, não fiz a propaganda dos caracóis mas percebo porque o fazem.

O que escreves, e mesmo sendo parvoíce, discordo contigo também nesta frase:

"Para além de toda a propaganda LGBT que se vê em muitas séries e em muitos filmes, ok eu percebo que nós LGBT temos os mesmos direitos que tudo o resto mas não é preciso por clichés e cenas forçadas em tudo só para mostrar que também são amiguinhos dos gays, ou como se costuma chamar, fan service."

E porquê, porque estereótipos ou não, clichés ou não, é importante que existam personagens LGBT em filmes e séries e causam impacto em crianças e jovens que procuram identificar-se com algo que não tem a possibilidade de ter à sua volta, um amigo ou familiar LGBT que possa ser um modelo e dar-lhes uma noção que não é um estigma.

Mais, és demasiado novo para se calhar perceber que nos anos sessenta não existiam actores africanos em séries de televisão a não ser em papéis subservientes, foi precisar forçar por clichés e dar visibilidade. Nos anos oitenta e noventa havia pouquíssimos personagens LGBT em séries mainstream e também vá, não tinham visibilidade.

És um homem caucasiano e cis, como tal és privilegiado numa série de coisas que não valorizas porque te são dadas de bandeja. Se calhar que precisas de repensar os privilégios que tens enquanto cidadão. Se calhar não ligas, é um facto, estás no teu direito.

faa m. disse...

Opiniões. Eu cá não gosto de ver N filmes, jogos e séries com gays como vilões e maus da fita, ou então loucos por sexo e a comer tudo o que mexe.
São poucas as vezes em que metem gays como pessoas normais que simplesmente gostam de pessoas do mesmo sexo, se fossem assim eu concordava, agora da maneira como o fazem, para mim parece-me que só o fazem para que as pessoas pensem "eeeiii, são open minded e metem gays", no fundo, é só fan service para publico LGBT e não porque realmente estão a retratar decentemente o povo LGBT, não foram poucas as vezes que me senti mais incomodado por meterem personagens gays daquela maneira do que por não meterem.

Mas pronto, deves ser daqueles que pensa "mais vale que falem mal do que não falem", eu não penso assim.

Quanto aos caracóis, também acho de uma crueldade atroz quando vejo um gato a matar um passarinho enquanto brinca com ele e depois quando deixa de se mexer vira costas e vai para a sua vida.. não é por isso que não gosto de gatos. A vida é feita de fortes e fracos.

Eolo disse...

Não devemos ver as mesmas séries, filmes e jogos.

Hmm, portanto um gato e um ser um humano tem a mesma capacidade cognitiva e empática, está bem lei de Darwin no seu melhor, resta saber quem são os fortes e os fracos. Não abordas uma série de outras coisas, mas está bem.

faa m. disse...

Ah, então pela tua maneira de ver as coisas, como somos mais inteligentes só podemos comer plantas, insectos e outros animais que não sintam dor.

Não me vou dar ao trabalho de estar a mostrar-te exemplos desses gays, se quiseres começa a estar atento. Anyway, não concordamos nestes pontos e não vale a pena alongar a conversa.